Zombies Pensadores
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Zombies Pensadores
Zombies Pensadores
Muitas histórias eu escutei sobre eles. Pessoas sendo transformadas em comedores de cérebros e todos esses troços. Mas nunca se perguntaram como que realmente era ser um deles... Ser um “Morto-Vivo” enlouquecido tomado pelos instintos... Como seria?
Quando se acontece um ataque de Zombies e você se torna um deles ao invés de morrer deve ser algo estranho. Senti literalmente na pele como é ser um deles...
Eram Sete horas da manhã quando acordei com os gritos e batidas de fora de casa. Angustia e desespero era o que realmente dava-se para escutar. Acordei assustado de um pesadelo em que eu estava fugindo de algo. A janela se quebrou, a cortina caiu e a luz do sol emergiu. Um cadáver sendo arremessado em minha direção. Sangue se espalhava por todos os cantos. O cheiro de podridão invadia minhas narinas e secavam minha língua.
Rolei para fora da cama e caí no chão. Corpos caíram sobre mim. Estava apavorado por dentro, mas por fora, eu mantinha a calma. Passos pesados ecoaram por todos os lugares. Gritos ainda podiam ser escutados frequentemente. Logo, o som de disparos começava a ser ouvido e, logo depois, cessado. Muitos mortos. Muito pânico. Muito Caos.
Levantei-me e joguei a pilha de corpos para trás, mas tive de fazer tamanha força. Quase desloquei minha coluna com o excesso de força utilizado. Poeira e destroços podiam ser vistos por minha janela e pelo o que restou da casa mal tratada. As paredes estavam arranhadas e caindo aos pedaços. O chão estava coberto por sangue, destroços e corpos. O teto talvez fosse à única coisa intacta, mas já os móveis, não poderia ver-se nenhum por perto além do pé de madeira de minha velha cômoda.
Avancei até a cozinha cautelosamente, com medo de que pudesse ainda haver mais daquelas coisas em minha casa que, na realidade, nem era minha. Era apenas uma casa alugada. Mas quem não tem onde morar e nem um salário decente, “dá um jeito” com o que se tem.
Avistei aquela criatura parada que aparentava estar um tanto confusa e desorientada. Não avistei mais nenhuma, então achei que poderia livrar-me dela sozinho.
Peguei um pedaço de concreto que se mantinha em uma das pilhas de escombros e avancei na criatura sem que ela percebesse e rapidamente.
De começo, seria fácil, mas depois que errei o golpe, tudo se complicou.
Ele percebeu-me, obviamente, e me atacou com tal veracidade. A baba escorria de sua boca. Uma espécie de pus escorria de seus olhos e seu olhar de abatido me dava calafrios. Abocanhou-me na perna esquerda. Cambaleamos juntamente. Tive a oportunidade de revidar. Então, enquanto o sangue fresco escorria de minha perna, as lágrimas escorriam de meu rosto e a adrenalina começava a correr, acertei a parte traseira da cabeça da criatura e ela veio a cair. Seus dentes ainda estavam cravados em minha perna. Tive de abrir sua boca dolorosamente para que eu pudesse soltar minha perna com a menor quantidade de estragos possível.
Então, foi ali que tudo começou...
Peguei um pano que encontrei largado no chão e usei-o para estancar o sangue que escorria de minha perna. Com o que conseguia encontrar, usava para fazer uma espécie de curativo, atadura, para a perna. Passando o tempo, percebi o quão silencioso tudo estava. Mas na realidade, o fato era que eu não conseguia mais escutar nada. Fui ficando sonolento e cansado. Senti uma extrema falta de ar e depois, escuridão. Nada mais via ou sentia.
Algo iria mudar drasticamente, e isso seria pelo resto de minha vida...
Continua...
Muitas histórias eu escutei sobre eles. Pessoas sendo transformadas em comedores de cérebros e todos esses troços. Mas nunca se perguntaram como que realmente era ser um deles... Ser um “Morto-Vivo” enlouquecido tomado pelos instintos... Como seria?
Quando se acontece um ataque de Zombies e você se torna um deles ao invés de morrer deve ser algo estranho. Senti literalmente na pele como é ser um deles...
Eram Sete horas da manhã quando acordei com os gritos e batidas de fora de casa. Angustia e desespero era o que realmente dava-se para escutar. Acordei assustado de um pesadelo em que eu estava fugindo de algo. A janela se quebrou, a cortina caiu e a luz do sol emergiu. Um cadáver sendo arremessado em minha direção. Sangue se espalhava por todos os cantos. O cheiro de podridão invadia minhas narinas e secavam minha língua.
Rolei para fora da cama e caí no chão. Corpos caíram sobre mim. Estava apavorado por dentro, mas por fora, eu mantinha a calma. Passos pesados ecoaram por todos os lugares. Gritos ainda podiam ser escutados frequentemente. Logo, o som de disparos começava a ser ouvido e, logo depois, cessado. Muitos mortos. Muito pânico. Muito Caos.
Levantei-me e joguei a pilha de corpos para trás, mas tive de fazer tamanha força. Quase desloquei minha coluna com o excesso de força utilizado. Poeira e destroços podiam ser vistos por minha janela e pelo o que restou da casa mal tratada. As paredes estavam arranhadas e caindo aos pedaços. O chão estava coberto por sangue, destroços e corpos. O teto talvez fosse à única coisa intacta, mas já os móveis, não poderia ver-se nenhum por perto além do pé de madeira de minha velha cômoda.
Avancei até a cozinha cautelosamente, com medo de que pudesse ainda haver mais daquelas coisas em minha casa que, na realidade, nem era minha. Era apenas uma casa alugada. Mas quem não tem onde morar e nem um salário decente, “dá um jeito” com o que se tem.
Avistei aquela criatura parada que aparentava estar um tanto confusa e desorientada. Não avistei mais nenhuma, então achei que poderia livrar-me dela sozinho.
Peguei um pedaço de concreto que se mantinha em uma das pilhas de escombros e avancei na criatura sem que ela percebesse e rapidamente.
De começo, seria fácil, mas depois que errei o golpe, tudo se complicou.
Ele percebeu-me, obviamente, e me atacou com tal veracidade. A baba escorria de sua boca. Uma espécie de pus escorria de seus olhos e seu olhar de abatido me dava calafrios. Abocanhou-me na perna esquerda. Cambaleamos juntamente. Tive a oportunidade de revidar. Então, enquanto o sangue fresco escorria de minha perna, as lágrimas escorriam de meu rosto e a adrenalina começava a correr, acertei a parte traseira da cabeça da criatura e ela veio a cair. Seus dentes ainda estavam cravados em minha perna. Tive de abrir sua boca dolorosamente para que eu pudesse soltar minha perna com a menor quantidade de estragos possível.
Então, foi ali que tudo começou...
Peguei um pano que encontrei largado no chão e usei-o para estancar o sangue que escorria de minha perna. Com o que conseguia encontrar, usava para fazer uma espécie de curativo, atadura, para a perna. Passando o tempo, percebi o quão silencioso tudo estava. Mas na realidade, o fato era que eu não conseguia mais escutar nada. Fui ficando sonolento e cansado. Senti uma extrema falta de ar e depois, escuridão. Nada mais via ou sentia.
Algo iria mudar drasticamente, e isso seria pelo resto de minha vida...
Continua...
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Re: Zombies Pensadores
Primeira vez, Sempre Única
E assim começou...
Sentia meu coração batendo com extrema intensidade. Minhas mãos tremiam e eu ia abrindo os olhos vagarosamente. Pelo que parecia deveria ser meio dia já. A luz do sol penetrava por todos os locais, todas as fendas, todas as almas... Bem... Pelo o que restou delas ao menos.
Havia apenas sobrado as estradas e escombros da cidade. O resto estava povoado por Zombies e luz. Todos parados, olhando para cima tomando um bom banho de sol. Pelo calor deveria estar fazendo uns 35 °C.
Debrucei-me de barriga para o chão e tentei me levantar numa flexão. Rapidamente voltei ao chão numa breve queda. Ninguém percebeu ninguém se importava. Tentei novamente e consegui ficar de joelhos. Via minhas pernas esfoladas e percebi que pouco tempo não tinha passado, mas sim muito tempo. Talvez tivesse já passado dias, mas eu não conseguiria saber realmente ao certo.
Não conseguia escutar nada. Eu via tudo um tanto borrado. Meu faro estava mais aguçado e não sentia mais dor na perna e em lugar algum. Apenas fiquei de pé e comecei a tomar um banho de sol junto dos outros. Outros iam se levantando e se juntando a nós.
Talvez sozinhos sejamos um pouco fracos, mas juntos, somos invencíveis até certo ponto. Eu era um deles. Uma daquelas malévolas criaturas agora. O que será que havia acontecido com minha família? Estão mortos? Tornaram-se estas criaturas bestiais? Fugiram?
Tudo o que eu poderia ter certeza é de que nada mais importava. Sentia fome. Precisa de alimentos de rápida captura para o consumo. Carne humana serviria, já que existia em abundancia no planeta...
O Sol começou a se por e começamos a migrar para outra locação, outra cidade. Passos pesados e desordenados que, aos poucos, começava a tomar um ritmo de marcha organizada. Nossas roupas rasgadas iam caindo aos poucos com o tempo. Percebi que alguns de nós preparávamos armas. Muitos estavam armados com facas e lanças que eram distribuídas gratuitamente de ser para ser, em forma de companheirismo.
Eu agora conseguia escutar novamente. Talvez apenas tivesse me acontecido uma surdez temporária. Poucos começavam a cantar. Logo os outros iam prosseguindo com a canção em coro. Uma cantiga de guerra, cantada com coros e palavras humanas. Como se estivéssemos indo para uma guerra e, afinal de contas, de certo modo estávamos indo para uma.
Por fora somos bestiais e incompreendidos, mas por dentro, somos ainda humanos dotados de memórias, culturas e sentimentos. Não importa o que aconteceu conosco, ainda somos humanos...
Chegávamos perto da entrada da cidade e nos escondíamos na floresta próxima. Planejamos um plano para que nossa invasão, nosso ataque, fosse bem sucedida. A cidade já estava toda barricada e havia soldados protegendo-a. Um de nós carregava uma espada e vestia uma estanha armadura medieval. Ele era diferente dos outros e de alguma coisa certamente sabia sobre aquilo tudo.
Seria esta condição humana uma doença? Uma espécie de vírus ou uma maldição?
Seria esta condição humana uma vingança pela qual pagamos ao maltratar o planeta?
Seria esta condição humana... Algo sobrenatural? Ou genética?
Outro carregava um rifle, algo que não se vê todos os dias: Um Zombie caminhando com um rifle nas costas. Também não tinha boa visão, então talvez a arma não lhe servisse para muitas coisas além de intimidação e uma apelação.
Trombetas foram tocadas. Os humanos ficaram em guarda e logo começou o ataque. Os arpões voaram para cima dos guardas e os massacraram. Enquanto que alguns vinham pelos fundos da cidade, outros tentavam passar por cima das barricadas de cinco metros de altura.
O povoado resistiu bravamente e matou alguns bestiais, mas de nada adiantou. Nenhum humano sobreviveu, exceto os que se infectaram e se tornaram parte da tropa.
Esbaldamos-nos no resto da noite e fizemos fogueiras. Contávamos histórias uns para os outros e cantávamos. Aproximei-me do bestial que se parecia com um soldado medieval e perguntei-lhe:
- Porque usas tal armadura? De onde és?
Sentado, ele olhou para mim encarando-me. Fez um gesto para que eu sentasse e assim eu o fiz. Então ele começou:
- Gosta de escutar histórias, jovem?
- Bem... Um pouco...
- Então vais gostar desta...
Continua...
E assim começou...
Sentia meu coração batendo com extrema intensidade. Minhas mãos tremiam e eu ia abrindo os olhos vagarosamente. Pelo que parecia deveria ser meio dia já. A luz do sol penetrava por todos os locais, todas as fendas, todas as almas... Bem... Pelo o que restou delas ao menos.
Havia apenas sobrado as estradas e escombros da cidade. O resto estava povoado por Zombies e luz. Todos parados, olhando para cima tomando um bom banho de sol. Pelo calor deveria estar fazendo uns 35 °C.
Debrucei-me de barriga para o chão e tentei me levantar numa flexão. Rapidamente voltei ao chão numa breve queda. Ninguém percebeu ninguém se importava. Tentei novamente e consegui ficar de joelhos. Via minhas pernas esfoladas e percebi que pouco tempo não tinha passado, mas sim muito tempo. Talvez tivesse já passado dias, mas eu não conseguiria saber realmente ao certo.
Não conseguia escutar nada. Eu via tudo um tanto borrado. Meu faro estava mais aguçado e não sentia mais dor na perna e em lugar algum. Apenas fiquei de pé e comecei a tomar um banho de sol junto dos outros. Outros iam se levantando e se juntando a nós.
Talvez sozinhos sejamos um pouco fracos, mas juntos, somos invencíveis até certo ponto. Eu era um deles. Uma daquelas malévolas criaturas agora. O que será que havia acontecido com minha família? Estão mortos? Tornaram-se estas criaturas bestiais? Fugiram?
Tudo o que eu poderia ter certeza é de que nada mais importava. Sentia fome. Precisa de alimentos de rápida captura para o consumo. Carne humana serviria, já que existia em abundancia no planeta...
O Sol começou a se por e começamos a migrar para outra locação, outra cidade. Passos pesados e desordenados que, aos poucos, começava a tomar um ritmo de marcha organizada. Nossas roupas rasgadas iam caindo aos poucos com o tempo. Percebi que alguns de nós preparávamos armas. Muitos estavam armados com facas e lanças que eram distribuídas gratuitamente de ser para ser, em forma de companheirismo.
Eu agora conseguia escutar novamente. Talvez apenas tivesse me acontecido uma surdez temporária. Poucos começavam a cantar. Logo os outros iam prosseguindo com a canção em coro. Uma cantiga de guerra, cantada com coros e palavras humanas. Como se estivéssemos indo para uma guerra e, afinal de contas, de certo modo estávamos indo para uma.
Por fora somos bestiais e incompreendidos, mas por dentro, somos ainda humanos dotados de memórias, culturas e sentimentos. Não importa o que aconteceu conosco, ainda somos humanos...
Chegávamos perto da entrada da cidade e nos escondíamos na floresta próxima. Planejamos um plano para que nossa invasão, nosso ataque, fosse bem sucedida. A cidade já estava toda barricada e havia soldados protegendo-a. Um de nós carregava uma espada e vestia uma estanha armadura medieval. Ele era diferente dos outros e de alguma coisa certamente sabia sobre aquilo tudo.
Seria esta condição humana uma doença? Uma espécie de vírus ou uma maldição?
Seria esta condição humana uma vingança pela qual pagamos ao maltratar o planeta?
Seria esta condição humana... Algo sobrenatural? Ou genética?
Outro carregava um rifle, algo que não se vê todos os dias: Um Zombie caminhando com um rifle nas costas. Também não tinha boa visão, então talvez a arma não lhe servisse para muitas coisas além de intimidação e uma apelação.
Trombetas foram tocadas. Os humanos ficaram em guarda e logo começou o ataque. Os arpões voaram para cima dos guardas e os massacraram. Enquanto que alguns vinham pelos fundos da cidade, outros tentavam passar por cima das barricadas de cinco metros de altura.
O povoado resistiu bravamente e matou alguns bestiais, mas de nada adiantou. Nenhum humano sobreviveu, exceto os que se infectaram e se tornaram parte da tropa.
Esbaldamos-nos no resto da noite e fizemos fogueiras. Contávamos histórias uns para os outros e cantávamos. Aproximei-me do bestial que se parecia com um soldado medieval e perguntei-lhe:
- Porque usas tal armadura? De onde és?
Sentado, ele olhou para mim encarando-me. Fez um gesto para que eu sentasse e assim eu o fiz. Então ele começou:
- Gosta de escutar histórias, jovem?
- Bem... Um pouco...
- Então vais gostar desta...
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